segunda-feira, 28 de setembro de 2009

"Eu sou um pacifista, trabalho pela paz e para um mundo melhor."

"Trabalho contra os caretas do mundo, contra o torpor, a imprecação, contra a arapuca que nos foi armada e durante séculos vivemos conformados, presos nela comendo o alpiste que nos dão. E o pior é que os que prepararam a arapuca também caíram nela, comem do mesmo alpiste e não sabem disso.
Trabalho para sair da arapuca com todos os que estão querendo ser pássaros livres outra vez. Os que estão cegos ficarão soterrados dentro dela quando ela desabar.
Sou um pacifista, a mando de forças exteriores.
Pensando que estão por cima, os imbecis vivem dentro do mesmo esquema: a neurose, a preocupação criminosa e doentia de manter-nos a todos dentro da armadilha. Mas é preciso sair dela de qualquer maneira, é a única salvação ou seremos eternos pássaros tristes, presos numa arapuca com alpiste racionado. Eu quero ver o mundo do cume alto de uma montanha!!!" (Raul dos Santos Seixas)

.

"Lá vou eu aqui de novo falar de mim, por que não consigo mas falar de ninguém. Lá vou eu aqui de novo tentando me conhecer, porque sei que a gente não conhece ninguém.
Acabei de tomar meu Diempax, meu Valium 10 e um Triptanol 25, e a chuva promete não deixar vestigios.
Eu olho a janela, e quando vou percebendo algo me transporto para Feira Velha e não sei se sinto saudade ou se eu não tenho medo de morrer.
Mergulho no baú. Revejo, repasso as minhas teorias, fico me perguntando por que eu não choro e qual a última vez que chorei. Fico com raiva de minha bobagem, digo que é isso mesmo, tocar o barco pra frente.
Levanto e fico achando que o ser humano é engraçado." (Raul dos Santos Seixas)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tentei.

Certa vez procurei pensar o que seria melhor para mim. Livrar-me dessa dor seria o ideal. Que direito você tem para me deixar desse jeito? Até onde me falam, somos iguais. Mas meu maior medo sempre foi te ver como um alguém qualquer, mesmo sabendo que você é. Agora tudo fica claro, nos gostamos mesmo é do conflito, e isso nunca vai mudar. Sentimento que não para de bater em meu coração, mas a cada batida machuca mais. Isso é bom para mim mesmo? Eu sou aquela que você queria ter por perto, mas acabou fazendo o contrario.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O que seguir ?

O coração ou a razão?
Dois fatores que muitas vezes se tornam opostos. E agora, o que fazer? Qual caminho seguir? São tão distantes, porém envolvem toda a nossa vida. Seguir o coração? E fazer papel de idiota diante aos outros. Correr o risco de novamente sofrer com mais intensidade. Coração que permanece aprisionado, sofrendo calado. Ou seguir a razão? Passar a régua nesta página da vida. Esquecer de tudo que foi dito, tudo que foi sentido. Absolutamente TUDO.
Será que eu serei feliz seguindo a razão? Será que eu conseguirei esquecer? Será que meu coração um dia parará de doer? Será que um dia tu pra mim mais nada serás? E o sorriso que hoje estampo em meu rosto, poderá se tornar realmente felicidade, e não apenas um escudo que esconde a dor que permanece em meu coração.

domingo, 20 de setembro de 2009

Solidão.

Esse sentimento que para alguns significa escuridão para mim abre caminhos para uma manhã ensolarada. Quando preciso de paz, eu encontro a minha solidão.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Dor.

Então é isso o que acontece. Quando todas as lembranças felizes adormecem, numa espécie de ritual, deixando todos os medos entrarem. Todas as vezes que eu estou só, todos eles vêm correndo atrás de mim, como formigas desesperadas atrás do açúcar. A dor, a fraqueza, a nostalgia, a solidão, a frustração. Como pode aguentar tanto só um coração? Não adianta fugir. Não é preciso nem tentar. Dói. Dói muito. A dor sufoca. A dor enlouquece. Mas não há dor maior que perceber todas as mentiras, perceber que a pessoa que você chamava de “amor” foi falsa contigo até o ultimo minuto.

Se for pra ser, será.

Quero acorda daqui a 10 anos depois de um sono meio perturbador de tanta ansiedade e me vesti toda de branco e sentir lágrimas caírem dos meus olhos ao ver você colocar um anel em meu dedo e dizer “até que a morte nos separe”.
Quero acorda daqui a 20 anos com choro de criança, ver você meio sonolento, mas acordado e me dá conta que não estou mais dormindo e que tudo isso não é um sonho e sim, como um dia tínhamos sonhados juntos: nosso presente e futuro.
Quero acorda daqui a 30 anos, olhar pela janela e ver você brincado feliz com nossos filhos, me levantar e ir correndo até o quintal e te abraçar forte e dizer o quanto você me faz feliz.
Quero acorda daqui a 40 anos e sentir seus braços em minha volta, sentir seu cheirinho incomparável, ter a certeza de que fiz a coisa certa.
Quero acorda daqui a 50 anos e ver seus cabelos brancos, ver seu rosto com feições envelhecidas e me apaixonar ainda mais por você.
Quero acorda daqui a 60 anos com nossos netos batendo na porta e subindo em cima de nossa cama e por um instante olhar em seus olhos, sorri e agradecer por você existir e me completar.
Desejo que na minha morte, você aperte a minha mão com os olhos cheios de lágrimas e que eu tenha força para te dizer “eu te amei para sempre e sempre te amarei” e sentir pela ultima vez seu beijo ao fechar de meus olhos.

- será que ainda se lembra ?

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Codinome Sofrimento


Cada dia da minha vida tem uma surpresa. Adoraria se fossem surpresas boas, mas sempre é algo que me deixa pra baixo.
Eu tento de um lado, eu tento de outro, já tentei varias vezes para todas as direções conseguir um saída, uma porta de emergência. Mas só me vejo em um labirinto cada vez fico mais perdida, e agora nesse momento estou sem forças para continuar tentando achar alguma solução. Encontro-me sem ar, paralisada pela dor e sem saber para onde ir. E para piorar – sempre há como piorar – está chovendo forte como jamais choveu. E não há nada que eu faça que possa parar toda essa queda d’água, e até mesmo o sol que já foi tão brilhante hoje se encontra mais cinza do que a lua.
E, como se minha alma flutuasse em cima de mim, eu me vejo covarde, e principalmente confusa. Desejando sumir do mundo, sumir dos meus próprios pensamentos e também de pensamentos alheios, como mágica.
Sinto-me tão cheia. Sinto-me tão enjoada de tudo.
Queria poder acabar com todos esses meus sofrimentos de uma vez por todas, mas não há nada que eu possa fazer. Se resolver acabar com algo, disso eu ficaria livre, mas a conseqüência desse ato viria à tona, quem sabe pior, ou melhor, mas tenho medo de arriscar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

“A conversa resolve tudo”

Mentira. A conversa abre portas para se alcançar o desejado, constrói áreas restritas, muros entre problemas e passagens para solução. Mas tudo depende de você, só você pode falar, pensar e agir.
Seja sincero quanto a suas palavras, não envolva ninguém em suas mentiras, sonhos, desejos, só você pode agir a seu favor. Não se esqueça, se você não estiver disposto a lutar contra o que acha ninguém lutará por você. Não deixe pra amanhã, você tem o hoje pronto para ser usado. Não seja mais um revolucionário preguiçoso, faça diferente. Deixe de pensar no que os outros vão falar, e ligue mais para o que vão sentir. A fala muitas vezes se torna inútil. Seus sentimentos não, eles sim, te resumem.

O maior dentre todos, é você, medo.

Essa semana não tem sido uma das melhores, mas pra ser sincera, esses últimos meses muito menos. Um dia de alegria, dois de tristeza ou até mais, não tem um dia que eu diga que estou realmente em paz.

Algum tempo atrás um pouco mais que um ano, descobri algo que me provocou um impacto muito forte, mas não de primeira, eu fui percebendo a gravidade do assunto aos poucos, não sei dizer ao certo se um dia me verei livre desse “pesadelo” ou se algum dia serei capaz de me abrir com alguém de verdade. Esse “pesadelo” onde eu me vejo sozinha, olhando sempre a sombra de alguém pedindo minha ajuda, mas como ajudar uma sombra, logo penso. Às vezes, penso que por prender esse “pesadelo” só pra mim, está me matando aos poucos, me ferindo dia após dia sem descanso, mas tem vezes que sinto vontade de gritar, gritar e gritar até eu conseguir terminar de vez com esse “pesadelo”, mas pra quem gritar, quem estaria disposto a ouvir, ou melhor, pra que gritar se ninguém é capaz de curar essa dor, digamos assim. Queria de coração poder ajudar, mas eu tenho consciência que em algumas coisas eu posso ajudar, mas eu fico pressa, imóvel, a essa situação. Envolve tudo, um pouco de raiva, muito amor, uma pitada de egoísmo, um balde de orgulho. Insegurança, e principalmente, ganhando qualquer outro sentimento vem o medo. E ironicamente, são esses mesmo sentimentos de que sou feita.

“Não tem nada nessa vida que eu ame mais do que você.

Você, que desde que me entendo por gente sempre esteve ali do meu lado, sem se importa com mais nada.

Desculpa ser essa pessoa tão ruim, e não conseguir retribuir nem a metade do que você merece e faz por mim. Desculpa por não conseguir desabafar na sua frente, mas eu não tenho culpa, se só escrevendo é que eu consigo deixar claro, o quanto você um dia vai fazer falta pra mim e eu boba, como sempre, vou me arrepender de não ter ao menos dito uma frase desse texto ou de tantos outros. ”